
Karl Rabeder foi muito pobre na infância, morou com a mãe e a avó, seu pai optou pelo álcool à família.
Se você passa a vida tentando ganhar o máximo de dinheiro possível, saiba que há pessoas que tentam se livrar dele. É exatamente isso o que o milionário austríaco Karl Rabeder tem feito desde 2004. Sem enxergar em sua fortuna um caminho para a felicidade, o empresário vem se desfazendo de todos os seus bens. Entre eles, planadores, limusines e até a sua bem-sucedida companhia de móveis e decoração de interiores. Os recursos arrecadados servem para financiar orfanatos e organizações que fornecem empréstimos para a Bolívia, El Salvador e Nicarágua, países na lista dos mais necessitados do planeta. A última de Rabeder: rifar sua mansão de R$ 3,8 milhões nos Alpes Suíços, o último grande imóvel ainda em seu nome.Rabeder quer levantar recursos para o banco de microcrédito MyMicroCredit, voltado para pessoas de baixa renda de países em desenvolvimento. Administrada por ele, a financiadora sem fins lucrativos fornece pequenos empréstimos, entre 200 e 1,5 mil euros, a famílias pobres interessadas em iniciar a sua própria empresa ou expandir seus negócios. "Quando vejo um brilho nos olhos de outras pessoas, fico realmente feliz", diz o ex-milionário, que tem uma origem humilde e construiu sua fortuna a partir do nada.
A mansão será rifada no dia 28 de fevereiro e qualquer cidadão da União Europeia
Uma rifa de R$3,8 milhões
pode comprar, por 99 euros, um dos 21.999 bilhetes que fazem parte do sorteio. Ao vencedor será dada a posse integral do imóvel e todo o dinheiro arrecadado será destinado para projetos sociais. Localizada numa região de grande beleza natural, a casa tem 321 metros quadrados e está em um terreno de 2.711 metros quadrados. Enquanto isso, o empresário já está se acostumando com sua nova casa. Trata-se de um apartamento alugado de cerca de 50 metros quadrados na cidade de Innsbruck, na Áustria. Para Rabeder, não é preciso mais do que isso para ser feliz.
Sobre o mercado capitalista neoliberal: "Eles nos dizem para comprar coisas para o nosso bem estar. Mas isso não nos deixa felizes, e aí compramos mais. Nem assim ficamos felizes, e nos tornamos fáceis de controlar. Somos como ovelhas controladas... Assim, trabalhamos para o futuro sem conseguir viver o dia de hoje". Sei disso, "porque durante 25 anos levei essa vida, ficando mais rico e me sentindo pior".
"Em termos de felicidade, a Europa, o Japão, os EUA, são na verdade, subdesenvolvidos. No terceiro mundo, conheci muita gente com pouquíssimas opções e capaz de aproveitar cada momento".
"Quando vejo o brilho nos olhos dos outros fico realmente feliz
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Empresário austríaco vai sortear sua própria mansão nos Alpes Suíços e doar todo o dinheiro para projetos sociais
03:30
Pedro Castor



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